As coisas e os lugares. Terça-feira, Ago 18 2009 

Tentando organizar as coisas da vida.

Mudando as coisas de lugar.

Tentando entender qual é o lugar.

É só porque às vezes é preciso.

Se não fosse, deixaria estar.

Ofegante Terça-feira, Nov 4 2008 

Às vezes a vida é um eterno marasmo

Mar calmo

Respiração tranquila

Tudo certinho

Preto no branco

Só que quando menos espero

Vem um maremoto, um tsunami

Alguma coisa que me faz perder o chão

Que quase me faz esquecer de quem realmente sou

QUASE!

Que me confunde as idéias

E traz aventura para a minha alma

Não tenho opinião formada sobre isso

Gosto da calma mas quero a revolução

A começar por mim

A CONSTATAÇÃO Sábado, Set 27 2008 

Inquieta que sou…

Angustiada que sou…

Melancólica que sou…

Incorreta que sou…

Querer mais do que posso que sou

É foda ser eu

Quinta-feira, Jun 19 2008 

Fora do ar.
Dentro de mim.

Flores de Monet Terça-feira, Jun 3 2008 

Tem Isso no meu peito Sexta-Feira, Mai 2 2008 

Somos seres sozinhos

A noção que isso dá, dói

Mas passado o primeiro momento

Conseguindo superar o impacto da ficha que cai

Que passa pela garganta apertada e deixa um nó

De um tamanhão assim 

Tudo parece fazer sentido

Entende-se que não tinha como ser diferente

Nessas horas o melhor a fazer

É ficar quietinha

Consigo

Aguentando-se nos limites

Sentindo-se nos limites

Os convites são tentadores, a rua chama

Mas tem coisas que afastam você de si mesma

Tem coisas que me afastam de mim mesma

O olho precisa estar bem aberto pra enxergar

Na dúvida, é melhor não se antecipar

Esperar o sinal que o corpo dá 

Sim, porque essa sensação é física

Um dia você simplesmente acorda e sente na pele que você é você

Ponto

Amigos e amores sempre bem vindos

Mas tem horas que precisamos parar

E entender o tempo de dentro

Escutar o compasso do coração

Que bate forte e disritmado do tempo do mundo

Do tempo de todo mundo

Isso pode ser terrível ou maravilhoso

Depende do ponto de vista

E do sentido que você escolhe dar para “Isso”

Por Natalia

 

 

 

Quinta-feira, Abr 17 2008 

Vontade de tomar chuva com um amigo!

Terça-feira, Abr 15 2008 

Todos nós deparamos com lugares que se tornam estreitos em determinado momento

Quando resolvemos sair do lugar estreito

Ocorre um processo semelhante com o corpo

O corpo não gosta de sair, de mudar

São a estreiteza e o desconforto que o convencem de que não existe outra saída

A alma, imoral em sua proposta de desalojamento do corpo

Impõe uma caminhada que para o corpo acaba

Por ser um enfrentamento com uma barreira aparentemente intransponível

O corpo então questiona a sensatez da alma

Os portões do passado se fecham

Os do futuro não estão abertos

E o corpo experimenta a mais temida das sensações – o pânico de se extinguir

Lutar, por sua vez,

É a crença de que poderá fazer do próprio lugar estreito um lugar mais amplo

Se o lugar estreito é poderoso para impor-se como realidade

O que resta é desafiá-lo

Como se a estreiteza fosse externa

E não um processo de relação entre o mundo externo e o interno

Jamais devemos esquecer que o lugar estreito um dia não o foi

Conhecemos esse processo através do nosso nascimento

Em determinado momento

O lugar mais maravilhoso, aconchegante e repleto de nutrientes para o corpo se desenvolver

Se torna estreito

O útero materno deixa de ser amplo

A saída pelas águas a seco é difícil

 Pressupõe uma coragem que só se torna possível se alma e corpo andam de mãos dadas

Saber entregar-se às contrações do lugar estreito rumo ao lugar amplo

É um processo assustador,

avassalador e MÁGICO.

NILTON BONDER EM “A ALMA IMORAL”