Terça-feira, Abr 15 2008
Momento 4:22 pm
Todos nós deparamos com lugares que se tornam estreitos em determinado momento
Quando resolvemos sair do lugar estreito
Ocorre um processo semelhante com o corpo
O corpo não gosta de sair, de mudar
São a estreiteza e o desconforto que o convencem de que não existe outra saída
A alma, imoral em sua proposta de desalojamento do corpo
Impõe uma caminhada que para o corpo acaba
Por ser um enfrentamento com uma barreira aparentemente intransponível
O corpo então questiona a sensatez da alma
Os portões do passado se fecham
Os do futuro não estão abertos
E o corpo experimenta a mais temida das sensações - o pânico de se extinguir
Lutar, por sua vez,
É a crença de que poderá fazer do próprio lugar estreito um lugar mais amplo
Se o lugar estreito é poderoso para impor-se como realidade
O que resta é desafiá-lo
Como se a estreiteza fosse externa
E não um processo de relação entre o mundo externo e o interno
Jamais devemos esquecer que o lugar estreito um dia não o foi
Conhecemos esse processo através do nosso nascimento
Em determinado momento
O lugar mais maravilhoso, aconchegante e repleto de nutrientes para o corpo se desenvolver
Se torna estreito
O útero materno deixa de ser amplo
A saída pelas águas a seco é difícil
Pressupõe uma coragem que só se torna possível se alma e corpo andam de mãos dadas
Saber entregar-se às contrações do lugar estreito rumo ao lugar amplo
É um processo assustador,
avassalador e MÁGICO.
NILTON BONDER EM “A ALMA IMORAL”

Abril 16, 2008 em 11:34 pm
Oi Tchuskeirinha!!! Tô com saudades!!!Se não for viajar no feriado vamos combinar algo!Adorei seu blog, vou entrar sempre pra ver o que sua alma (e corpo) inquietos tem a dizer…
Beijos!!!
Carol
Abril 19, 2008 em 3:01 am
Quando vc reconhece um autor na quarta linha é pq vc realmente gosta dele! A Alma Imoral é um dos textos mais brilhantes que eu já li!
Pena que poucos amigos meus concordam comigo!