Crise aérea! Terça-feira, Abr 29 2008 

Na crise aérea, eu e Ana Paula demos o nosso jeito!

Que dupla hein?!

Vai uma carona?

Amiga das bobeiras mais bobocas e das coisas seríssimas.
A gente só não nasceu irmã porque rolou um engano lá em cima!

Mas todo mundo diz que somos parecidas!

Fisicamente não sei se tanto, mas entendo o motivo da confusão,

Somos irmãs de alma

E quando as almas se parecem, a cara fica parecida também.

Somos AMIGAS.

E não é fácil ser amiga de Ana Paula

Imagino também que não é simples ser amiga de Natalia…

De vez em quando a gente se esquenta,
Mas a sinceridade e lealdade sempre nos livrou de uma separação.
Amigo só é bom quando desestrutura nossa ordem, tira as coisas do lugar, e disso a gente não pode reclamar! (que rima pobre!)

Amiga da alma, do conflito, das questões do mundo (interno e externo)
Irmã que briga e nem precisa pedir desculpa porque já tá perdoada.
Não nos dê um limão que a gente faz uma limonada!
Inventamos situações pra rir juntas!
E a gente ri muito, passa mal!

Quem tá do lado pergunta o que foi, finge que acha graça, fica sem graça
A gente disfarça, tenta, mas não adianta explicar!
Tem coisas que só com essa Tchungueira aí se pode compartilhar!
Mineirinha das boas
Doce de leite e pão de queijo da tia Rose
Broa de milho da tia Suka
Tinha que ser filha do tio Ursão!
Só pra falar que tem uma casa inteira pra você no meu coração.

Um presente, o presente. Domingo, Abr 27 2008 

Agora, enquanto escrevo, ouço o cd que preparei pra rolar na sua festa. Toca a penúltima faixa, e me dei conta que a música fala de você.

“Cai a tarde, cai a tarde, como sempre, diferente,

Cai a tarde de onde não se sabe,

Pela Farme, sobre a gente, cai a tarde,

Sem parar,

Cai a tarde e tudo parda,

Cai a tarde, a tarde toda

Na velocidade da luz (…)

Consigo ver você assim, agora, como uma tarde, como um dia indo embora, com aquela luz típica de interfase, de transição, aquele cheiro gostoso e urbano do asfalto embaixo do trânsito, dos carros apressados na volta pra casa.

Te vejo assim. Sinto até o gosto da margem da noite, uma espécie de limite áspero, doce, necessário e esperançoso.

Essa é a melhor hora do dia pra mim. A tarde esgotando. Porque é a hora da ânsia, da prova, de se enxergar e ouvir lá dentro:

“O que eu fiz do meu dia? O que será da minha noite?”

É a hora que você sente na pele que existe. A tarde. A tarde indo. Internexo. O gozo difuso daquele peso melancólico-nostálgico que a noção de tempo dá. A tardinha e suas borboletas formigando do baixo ventre do umbigo, se derramando pelas pernas.

Você é essa tarde, que se esgota, que se reenche, esse fim de dia honesto e objetivo. Você não foge de si. Ter você dentro de mim como essa tarde, esse ciclo, já é ser um pouco você. E isso já esgota em mim uma razão pra querer sempre buscar e fazer o melhor.

Foi meu amigo Caê, o mais talentoso dos talentosos que escreveu e me deu no meu aniversário.

Obrigada amigo!

Hoje termino meu dia feliz porque esbarrei com o seu cartão e resolvi me dar de presente de novo o seu presente!

Beijo da

Barrets!

Crisinha Sexta-Feira, Abr 25 2008 

Sei lá…

Tem dias que a gente olha pra si

E se pergunta se é mesmo isso aí

Que a gente achou que ia ser

Quando a gente crescer

E nossa história de repente ficou

Alguma coisa que alguem inventou

A gente não se reconhece ali

No oposto de um déjà vu (…)

Lulu Santos

(Tô compartilhando o sentimento com o Lulu!)

 

Domingo, Abr 20 2008 

Mexendo nas gavetas

Tirando a poeira do armário

Bagunçando as idéias

Organizando as angústias

Tentando encontrar

Abandonando o que não serve mais

Reaproveitando o que serve

Abrindo a janela

E deixando um ar novo entrar

Às vezes é preciso…

Por Natalia 

 

Quinta-feira, Abr 17 2008 

Vontade de tomar chuva com um amigo!

Terça-feira, Abr 15 2008 

Todos nós deparamos com lugares que se tornam estreitos em determinado momento

Quando resolvemos sair do lugar estreito

Ocorre um processo semelhante com o corpo

O corpo não gosta de sair, de mudar

São a estreiteza e o desconforto que o convencem de que não existe outra saída

A alma, imoral em sua proposta de desalojamento do corpo

Impõe uma caminhada que para o corpo acaba

Por ser um enfrentamento com uma barreira aparentemente intransponível

O corpo então questiona a sensatez da alma

Os portões do passado se fecham

Os do futuro não estão abertos

E o corpo experimenta a mais temida das sensações – o pânico de se extinguir

Lutar, por sua vez,

É a crença de que poderá fazer do próprio lugar estreito um lugar mais amplo

Se o lugar estreito é poderoso para impor-se como realidade

O que resta é desafiá-lo

Como se a estreiteza fosse externa

E não um processo de relação entre o mundo externo e o interno

Jamais devemos esquecer que o lugar estreito um dia não o foi

Conhecemos esse processo através do nosso nascimento

Em determinado momento

O lugar mais maravilhoso, aconchegante e repleto de nutrientes para o corpo se desenvolver

Se torna estreito

O útero materno deixa de ser amplo

A saída pelas águas a seco é difícil

 Pressupõe uma coragem que só se torna possível se alma e corpo andam de mãos dadas

Saber entregar-se às contrações do lugar estreito rumo ao lugar amplo

É um processo assustador,

avassalador e MÁGICO.

NILTON BONDER EM “A ALMA IMORAL”

 

 

Domingo, Abr 13 2008 

Ela acordou sobressaltada

Sonhou que estava diante de muitos caminhos

Precisava escolher um e abandonar tantos outros

Achou melhor dormir de novo

Sábado, Abr 12 2008 

PARAMBÓLICA

O que quer que queira dizer essa palavra

Parambólica que sou

Não me posso resumir

Porque não se pode somar

Uma cadeira e duas maçãs

Eu sou uma cadeira e duas maçãs

E não me somo.

Clarice Lispector

 

Ai, Ai Clarice…

Sexta-Feira, Abr 11 2008 

do bem

da arte

da inquietude

da noite (a que tem luz)

do impulso

da angústia

do novo

do velho

do vínculo

da tristeza

do medo

do que é humano

dos amigos

do amor

do zé

da ação

da imobilidade

da fúria

da falta de paciência

da falta de tanta coisa

da invenção

não é fácil ser eu

mas sou